quarta-feira, 31 de julho de 2013

Da paixão e seus efeitos

"Pedro, esta cantiga não fala de amor, mas, 
querido, esse soul acho que me entregou"
Pedrinho - Tulipa Ruiz

   Quem nunca enganou a si mesmo quando o assunto é paixão? Bobagem é achar que você nunca fez isso. Aquela admiração, os olhares perdidos que acabam se encontrando, um suspiro ao lembrar de uma certa pessoa... Vai dizer que nunca jurou de pés juntos, mesmo com todos os sintomas, que não estava apaixonado? Vale até mesmo dizer que não está, mas ser só timidez de assumir. Quem nunca ouviu Tulipa Ruiz, que ouça! Principalmente essa música, porque ela fala exatamente disso. Pedrinho era o amigo fascinante, alvo dos olhares perdidos da vez.
   É engraçado como a gente se encanta por alguém do nada. Claro que as qualidades contam muito, mas o que mais desperta o sentimento? Já me apaixonei por olhares, sorrisos, jeito de andar, voz e milhares de outros detalhes que só enxergamos quando estamos apaixonados. Não importa se convivemos com a pessoa por anos, de repente, num dia acordamos e está lá: a paixão. Pode até ser gradativo, mas é sempre do nada. 
   Paixão, paixonite, encanto, "gostar". Existem várias maneiras de se referir ao dito sentimento que nos deixa meio desnorteados, com mais vontade de viver, mais poéticos, mais felizes, mais bobos. Eu adoro essa esfera romântica em que somos lançados quando a paixão entra em ação. Tudo é colorido, qualquer música romântica parece ter sido feita pra você, enxergamos aquela pessoa especial em qualquer lugar. 
   Esse assunto rende músicas, poemas, peças e uma infinidade de outras expressões artísticas. Aliás, acredito que a paixão e o amor são os combustíveis da arte. Que seria de Shakespeare se não fosse o amor apaixonado de Romeu e Julieta? Que seria de Tom Jobim se não fosse a apaixonante Garota de Ipanema? Artistas são seres naturalmente mais sensíveis, portanto mais apaixonados.
   Mas o bom da paixão mesmo é sentí-la, ainda que o final seja trágico. Não interessa se o alvo muda toda semana, estar apaixonado é um estado sublime! Há quem seja apaixonado pelo fato em si. E vamos parar de falar de paixão, vamos vivê-las!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Feche a torneira!

   Hoje eu assisti (de novo) um filme que eu amei, principalmente porque eu amo os atores principais: Acquaria. Aquele mesmo com a Sandy e o Junior, que fala sobre um futuro onde a água do planeta está em escassez extrema. Esse filme me conquistou desde que foi lançado - além dos motivos óbvios - porque trata de um assunto que eu cuido com muito carinho e sempre fiz minha parte pra que nunca acontecesse de verdade. Por mais que vivamos no "planeta água", que do espaço é mais azul que verde, pouquíssima parte dessa água é própria para o consumo.
   Não se sei foi desse filme ou por ter nascido no dia da árvore, mas eu sou muito chata com assuntos ecológicos, principalmente com a água. Simplesmente não consigo ver ninguém escovando os dentes ou lavando louça de torneira aberta, sou adepta da campanha do xixi no banho porque são quase 10 litros de água numa descarga, tomo banho rápido porque não preciso de mais de 5 minutos pra ficar cheirosa e limpinha e ainda gastar pouca água, fico inquieta quando vejo filmes e o personagem resolve ligar o chuveiro e deixar a água escorrendo. Quem convive comigo sabe como eu sou chata! Mas toda essa chatice vem de uma consciência que eu queria que todos no mundo tivessem: consciência ecológica. Nós vivemos na Terra, mas não somos donos dela.
   A lógica capitalista destrói cada dia mais a natureza e os recursos naturais do planeta. Chego a pensar que todo esse investimento em sondas extra-terrestres seja para achar um planeta substituto, caso este entre em colapso. Não é só com a água que nós devemos nos preocupar, tem muito mais coisa. O desmatamento, a fauna e a flora entrando em extinção, a poluição dos lençóis freáticos, a radioatividade no solo, a emissão de gases nocivos à atmosfera e tantas outras coisas...
   Imagine um mundo onde você não pode tomar seu banho quentinho, onde escovar os dentes é impossível, onde lavar o cabelo é coisa pra se fazer uma vez por ano no máximo. Imagina ter que viver sem água. Talvez você não tenha percebido o quanto isso é importante, mas ela está em todos os lugares, em muitas das nossas atividades diárias.
   Se cada pessoa fizesse a sua parte em cuidar da Terra e ser parte dela, e não dono, o mundo não estaria tão doente. Faça por você, pelos seus filhos, pela sua família, pelos seus vizinhos. É uma causa importante. Mais importante do que ter um Iphone, ok? haha.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Brrrr...

   Esse friozinho que visita o Rio de Janeiro pouquíssimas vezes por ano pode até não ser do agrado de muita gente, mas vamos concordar que não existe clima mais romântico, preguiçoso e bonito do que o frio. Os fãs do verão que me desculpem, mas gostoso mesmo é o inverno. Chocolate quente, cobertores fofinhos, filme romântico e uma boa companhia são partes de uma receita perfeita que só pode ser usada nesse tempinho bom que o frio traz. Se você, como eu, até dispensa a companhia, temos livros, séries, cinema, música boa, teatro... coisas que ficam mais legais ainda em temperaturas baixas. Não sei se é a minha aversão ao suor ou minha brancura que me faz gostar tanto desse clima, mas de qualquer forma, frio é bom demais!
    Imagino como deve ser morar na Europa ou até mesmo no sul do Brasil, de preferência em São Joaquim, Santa Catarina - quando eu era criança, vi uma imagem de um lugar branquinho de neve em um livro e quase não acreditei que era no Brasil. Já pensou em acordar, olhar pela janela e ver neve?! Seria um sonho... Tudo bem que no frio é muito ruim trabalhar, estudar ou fazer qualquer coisa que exija sair de casa, mas só pela neve já valeria a pena.
   Mas já que no Rio parece que é verão o ano inteiro e 15° é clima de Polo Norte, vou ter que ir juntando dinheiro em um cofrinho pra poder morar na Europa ou lá em São Joaquim, porque 45º é muito pra uma fã de tempo frio!

domingo, 28 de julho de 2013

Súbita paixão

   Desde bem pequena eu já era apaixonada pelo mundo das palavras. Lembro de ver meus vizinhos pedindo orgulhosos que eu dissesse "paralelepípedo" e "inconstitucionalissimamente", ainda com cinco ou seis anos. Na escola, era eu quem corrigia as professoras, os colegas e quem quer que fosse que desse um pequeno deslize. Certa vez, aos sete anos, eu bati o pé que o Hino Nacional estava errado, bem naquela parte "Fulguras, ó Brasil, florão da América". Para mim, aquela frase era inconcebível. Aliás, tudo que me era estranho gerava uma curiosidade fora do comum quando o assunto eram as palavras. Eu não sossegava enquanto não me explicassem o significado, aplicassem em uma frase e me dessem suas exceções.
   Fui crescendo e a paixão só aumentava, até que fui arrebatada pela melhor sensação que as palavras podem me proporcionar: escrever. Não lembro quando comecei a escrever, mas parece que o faço desde sempre, e não quero parar nunca! Qualquer caderno meu tem um texto, um conto, uma crônica, um relato breve ou até uma frase de minha autoria, mas sempre tem as minhas palavras escritas e eternizadas em todo canto.
   Eu fico me perguntando o que é tão fascinante nesse mundo. Acho que há algo mágico que torna realidade o que escrevo e eu passo a sentir tudo que está no papel ou na tela do computador, mesmo que seja apenas na imaginação. As palavras têm essa magia de criar um universo alternativo e os livros são um portal. Cada livro aberto leva a um lugar nesse universo, e cada vez que nós escrevemos criamos mais um lugar nele também. Em inglês, português, espanhol, francês, italiano... as palavras são mágicas! Acho que é isso que as torna tão especiais. Mas enquanto não encontro o encanto real das palavras, vou me dedicando cada dia um pouco mais a essa súbita paixão que me conquistou quando criança.